O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) junto ao Consórcio Operacional SITT (União de todas as operadoras do sistema de Teresina) apresentou à Prefeitura de Teresina, propostas para reestruturação do transporte coletivo na capital.
De acordo com as entidades, as propostas tiveram como base modelos adotados em outras capitais do país. Dentre as alternativas, estão: Aumento da frota com 300 ônibus em circulação; Garantia do custeio do sistema pela prefeitura, com a necessidade de subsídio de cerca de R$ 11 milhões por mês do poder público municipal para manutenção, além de recursos para renovação; Recuperação da estrutura viária municipal.
Outra sugestão apresentada é a utilização de valores passivos (cerca de R$ 300 milhões) para a renovação da frota a partir de aquisição de veículos novos e modernos.
Ainda segundo o SETUT, o subsídio atual, de R$ 6 milhões mensais, é abaixo da necessidade operacional que custa R$ 9 milhões ao mês. Além disso, o sistema enfrenta déficit na arrecadação via catraca, devido às gratuidades (que representam 24% do fluxo de passageiros), ao pagamento de um terço da tarifa pelos estudantes (parcela de 19% do total de passageiros), à gratuidade via integração (8% do fluxo diário) e ao congelamento da tarifa que vem desde o ano de 2019.
A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) informou que o documento foi recebido pelo órgão, e que será analisado pela Diretoria de Transportes nesta quinta-feira (26) para que haja um posicionamento oficial.