Gato do Mato
Felino silvestre é atropelado no trecho urbano da BR-343 em Teresina
Animal conhecido como gato do mato pode ter tentando atravessar a rodovia de trânsito rápido quando foi atropelado.
11/08/2025 13h03 Atualizada há 10 meses
Por: Redação

Um perdeste que passava pelo trecho urbano da BR-343 em Teresina, capital do Piauí, registrou um animal silvestre morto no acostamento da rodovia na manha desta segunda-feira (11).

No vídeo, o homem que se identifica como Marquinho da Aroeira chega a dize que o animal seria um filhote de onça. Entretanto, ao enviar as imagens para um biólogo, o mesmo disse à nossa equipe de jornalismo que o bicho, possivelmente, atropelado é um Leopadrus tigrinus ou Leopardus guttulus, mais conhecido como "Gato do Mato".

O trecho do registro é logo após a ladeira do Uruguai, próximo ao restaurante Frango Dourado. Por lá, ainda há uma área de mata, porém, bastante devastada por conta dos empreendimentos imobiliários, como os grandes residenciais que se instalam na região. 

A espécie ocorre em quase toda a América do Sul e em parte da América Central. Habita quase todo o território brasileiro, estando presente em todos os biomas do nosso país, apesar de ser bem raro na Amazônia.

É o menor dos gatos malhados da América do Sul, pouco maior que um gato doméstico, pesando entre 1,5 e 3,5 kg, medindo entre 38 e 55 cm de comprimento e cauda de 22 a 42 cm. O macho é um pouco maior que a fêmea. Difícil diferenciá-lo do gato-maracajá, é um pouco menor e tem manchas menores e mais numerosas. Indivíduos melânicos não são incomuns, estimados em 20% de toda a população, concentrada em algumas regiões como Venezuela e sudeste do Brasil. Como em outras espécies, pintas são visíveis em indivíduos melânicos dependendo da luminosidade. Possui o porte de um gato doméstico e é uma espécie pouco estudada na natureza.

São animais de hábitos noturnos, preferindo caçar após o entardecer e durante a noite toda. Apesar de serem vistos ocasionalmente em pares, são considerados solitários. Costumam caçar no chão, mas possuem grande habilidade para caçar nas árvores caso seja necessário.

Podem apresentar comportamentos diurnos, em especial para evitar conflitos com as jaguatiricas, com o intuito de não serem predados. Esse comportamento é relacionado ao “Efeito pardalis”.

Sua dieta consiste, principalmente, de mamíferos pequenos, como roedores, mas também pode predar mamíferos um pouco maiores como cutias e pacas, além de aves, répteis, anfíbios e insetos.

Classificados como “vulneráveis” pela IUCN, porém como “em perigo” de acordo com a lista nacional do ICMBio. A maior ameaça à espécie está, intimamente, ligada ao desmatamento, pela perda e fragmentação de habitats.

(com informações do site oncafari.org)