Esportes Futebol
A volta triunfal da Águia de Floriano
Após anos de luta e reconstrução, o Corisabbá renasce em casa, levanta a taça e retorna à elite do futebol piauiense nos pênaltis
06/11/2025 14h25 Atualizada há 7 meses
Por:
Wesley Douglas/Corisabbá

Em Floriano, naquela noite em que o vento parecia carregar história em vez de poeira, o Estádio Tibério Nunes virou mais do que um palco, tornou-se um altar de fé e resistência. O Corisabbá, essa Águia de peito teimoso e coração quente, decidiu que não seria apenas mais um clube em busca de acesso. Quis ser renascimento.

Contra o Teresina, o jogo começou como os grandes capítulos: com drama. A desvantagem cedo, o suspiro preso na garganta, a certeza de que nada viria fácil. O torcedor do Corisabbá sabe bem: amar esse clube é amar o improvável, é abraçar a luta como se fosse destino.

Mas time que tem alma não se entrega. E quando Isaac empatou a partida em 1a1, depois da jogada pela direita que pareceu ter nascido da obstinação da arquibancada, o estádio vibrou como quem abre uma janela depois de longo inverno. A bola balançou a rede e, com ela, tremeu o chão de Floriano. Ali, ninguém comemorou apenas um gol comemorou a confirmação de que a Águia ainda sabia voar.

Com o término da partida em 1a1, vieram os pênaltis, esse teatro cruel que separa os gigantes dos que apenas parecem. Cada cobrança era um batimento acelerado, uma prece silenciosa, um olhar perdido no céu em busca de algum santo do futebol. E quando Careca defendeu, quando a trave negou o Teresina, quando Fábio transformou a bola no último suspiro antes do grito eterno... a cidade explodiu.

Não era apenas o fim de um jogo. Era a conclusão de um ciclo de quedas, reconstruções e esperança. Era a Série B conquistada em casa, diante de um povo que nunca deixou o clube cair sozinho. Era Floriano dizendo ao Estado inteiro: “nós voltamos”.

E voltou bonito. Voltou grande.

Sob o comando de Wildinho, que parece ter nas mãos o mapa secreto do futebol piauiense, o Corisabbá encerra 2025 como quem fecha um livro de superação para abrir outro de ambição. A elite do Piauiense espera e desta vez, espera com respeito.

Porque o que se viu no Tibério Nunes não foi apenas uma vitória nos pênaltis. Foi o renascimento de um escudo, o rugido de uma torcida, o voo retomado de uma Águia mesmo quando tentaram podar suas asas.

Em Floriano, o futuro tem cheiro de grama molhada, som de rede balançando e cor de camisa histórica tremulando no peito. O Corisabbá voltou!